O abacaxi é muito conhecido como uma fruta tropical, mas também ganhou espaço no universo dos cosméticos. O extrato da fruta do abacaxi pode ser encontrado em formulações voltadas aos cuidados com a pele, principalmente em produtos relacionados à esfoliação enzimática.
Essa relação acontece porque o abacaxi contém naturalmente bromelina, nome dado a um conjunto de enzimas capazes de atuar sobre proteínas. Entretanto, a presença do extrato em uma fórmula cosmética não permite afirmar automaticamente que o produto contém uma quantidade específica ou uma atividade comprovada de bromelina.
Mas, afinal, qual é a diferença entre extrato da fruta do abacaxi e bromelina? E como esse ingrediente pode fazer parte de uma rotina de skincare?
O que é o extrato da fruta do abacaxi?
O extrato da fruta do abacaxi é um ingrediente de origem vegetal obtido a partir do fruto da planta conhecida como Ananas comosus ou Ananas sativus.
Na nomenclatura internacional de ingredientes cosméticos, ele pode aparecer na composição como:
Ananas Sativus Fruit Extract
Dependendo da forma como é produzido, o extrato pode reunir diferentes componentes naturalmente presentes na fruta. Sua composição final pode variar conforme fatores como:
- parte do fruto utilizada;
- método de extração;
- concentração do ingrediente;
- temperatura de processamento;
- condições de armazenamento;
- combinação com os demais componentes da fórmula.
Por isso, dois cosméticos que apresentam extrato de abacaxi na composição não necessariamente possuem a mesma concentração, estabilidade ou atividade.
O que é a bromelina?
A bromelina não é uma única substância isolada. O termo é utilizado para descrever uma combinação de enzimas proteolíticas encontradas no abacaxi.
As enzimas proteolíticas são capazes de atuar sobre proteínas. A bromelina pode ser obtida de diferentes partes da planta, incluindo o fruto, o caule, a casca e outras estruturas. A composição também pode variar de acordo com a região da planta utilizada.
A literatura científica diferencia, por exemplo, a bromelina do fruto da bromelina do caule, pois elas são produzidas de maneiras distintas e podem apresentar diferentes composições enzimáticas.
Extrato da fruta do abacaxi e bromelina são a mesma coisa?
Não exatamente.
O extrato da fruta do abacaxi é um ingrediente mais amplo, que pode reunir diferentes componentes provenientes do fruto. A bromelina, por sua vez, corresponde especificamente a um conjunto de enzimas proteolíticas naturalmente associado à planta.
Assim, podemos afirmar que:
O abacaxi contém bromelina naturalmente, e o extrato de sua fruta pode apresentar essa enzima.
No entanto, a presença do nome “extrato da fruta do abacaxi” na composição não confirma, por si só, a concentração ou a atividade da bromelina no cosmético final.
Para afirmar que uma fórmula contém bromelina ativa, seria necessário consultar informações como:
- ficha técnica do ingrediente;
- concentração utilizada;
- atividade enzimática declarada pelo fornecedor;
- estabilidade da fórmula;
- testes realizados no produto final.
O processamento pode afetar a bromelina?
Sim. Como outras enzimas, a bromelina pode ter sua atividade alterada por fatores como temperatura, pH, tempo de exposição e processamento.
Estudos de caracterização mostram que a atividade da bromelina varia de acordo com as condições às quais a enzima é submetida. Temperaturas mais elevadas ou condições inadequadas podem reduzir sua atividade enzimática.
Isso significa que um ingrediente derivado do abacaxi pode continuar presente em uma fórmula, mas não necessariamente conservar a mesma atividade encontrada na fruta fresca ou em um extrato enzimático padronizado.
Por esse motivo, a comunicação de um produto cosmético precisa respeitar sua documentação técnica, sua rotulagem e as comprovações disponíveis. A Anvisa orienta que segurança, modo de uso, indicações e alegações do produto estejam alinhados às características reais da formulação.
Qual é a relação da bromelina com a esfoliação enzimática?
A pele passa naturalmente por um processo de renovação. Ao longo do tempo, células mortas podem se acumular em sua superfície, contribuindo para uma aparência mais opaca, áspera ou irregular.
Na esfoliação física, partículas ou grânulos entram em contato com a pele e promovem a esfoliação por meio do atrito. Já a esfoliação enzimática utiliza enzimas e não depende de partículas abrasivas ou de movimentos intensos.
Uma revisão científica sobre o uso de enzimas proteolíticas na pele identificou bromelina, papaína, queratinases e outras proteases entre as enzimas aplicadas como agentes esfoliantes. Os autores também destacaram que ainda existem poucos estudos clínicos específicos sobre o uso cosmético dessas enzimas.
Portanto, a bromelina possui uma relação reconhecida com a esfoliação enzimática, mas os benefícios atribuídos a cada cosmético precisam considerar a fórmula final e os testes realizados no produto.
Quais benefícios podem ser associados à esfoliação enzimática?
Quando utilizada corretamente e em uma fórmula adequada, a esfoliação enzimática pode:
- auxiliar na remoção das células mortas presentes na superfície da pele;
- promover esfoliação sem partículas abrasivas;
- ajudar a melhorar a aparência da textura;
- contribuir para uma pele com aparência mais macia e luminosa;
- complementar a rotina de skincare;
- transformar a esfoliação em um momento prático de autocuidado.
A revisão científica disponível sobre enzimas proteolíticas indica potencial para esfoliação e melhora de algumas características da pele, mas ressalta que as evidências clínicas ainda são limitadas. Por isso, é importante evitar promessas absolutas ou atribuir ao ingrediente efeitos não comprovados no produto final.
O extrato da fruta do abacaxi no Esfoliante Enzimático Luze
O Esfoliante Enzimático Luze é formulado com extrato da fruta do abacaxi e enzima de abóbora.
A fórmula foi desenvolvida para promover uma esfoliação sem partículas abrasivas, auxiliando na remoção das células mortas presentes na superfície da pele.
O produto contribui para uma pele com aparência mais:
- macia;
- renovada;
- uniforme;
- luminosa.
Como incluir o Esfoliante Enzimático Luze na rotina?
A esfoliação é uma etapa complementar e não substitui a limpeza facial.
A rotina pode ser organizada assim:
- Faça a limpeza da pele com um produto adequado.
- Aplique o Esfoliante Enzimático Luze conforme as orientações da embalagem.
- Respeite o tempo de aplicação indicado.
- Remova completamente o produto.
- Finalize com hidratação.
- Durante o dia, utilize protetor solar.
O produto pode ser utilizado de duas a três vezes por semana, conforme as orientações oficiais da Luze e a tolerância da pele.
Evite combinar diferentes esfoliantes, ácidos ou retinol na mesma rotina sem orientação profissional.
Peles sensíveis podem usar esfoliação enzimática?
A ausência de partículas abrasivas não significa que um cosmético seja incapaz de provocar desconforto.
Cada pele pode responder de maneira diferente, inclusive a ingredientes de origem vegetal. Antes do primeiro uso, especialmente em peles mais sensíveis, faça um teste em uma pequena região.
Suspenda o uso caso apareçam sinais como:
- ardência intensa;
- coceira;
- inchaço;
- vermelhidão persistente;
- irritação;
- descamação excessiva.
A Anvisa recomenda que a avaliação da segurança de um cosmético considere os ingredientes, as condições de uso, a exposição e as possíveis reações decorrentes da aplicação.
Nem todo cuidado precisa de atrito
A esfoliação não precisa ser sinônimo de esfregar intensamente a pele.
Ingredientes vegetais e enzimas possibilitam a criação de produtos que oferecem uma experiência diferente dos esfoliantes tradicionais com grânulos.
Formulado com extrato da fruta do abacaxi e enzima de abóbora, o Esfoliante Enzimático Luze transforma a esfoliação em um ritual leve, prático e sem partículas abrasivas.
Conheça o Esfoliante Enzimático Luze e inclua esse cuidado na sua rotina de skincare.
Fontes consultadas
- Comissão Europeia — CosIng: definição oficial do ingrediente Ananas Sativus Fruit Extract.
- Varilla et al. (2021): revisão sobre a composição e as características da bromelina proveniente do abacaxi.
- Ramli et al. (2017): revisão sobre obtenção e produção da bromelina a partir de diferentes partes da planta.
- Trevisol et al. (2022): revisão sobre o uso de enzimas proteolíticas, incluindo bromelina, na esfoliação da pele.
- Martins et al. (2014): estudo sobre atividade, pH e temperatura relacionados à estabilidade da bromelina.
- Anvisa: Guia para Avaliação de Segurança de Produtos Cosméticos e orientações sobre rotulagem.